(Santa Teresa de Ávila)
A coroa é um símbolo memorial de consagração, utilizado como oferenda, enfeite funeral, adoração ao mundo vegetal, homenagem a vítimas sacrificadas aos deuses ou como “adorno de chamamento”. Divindades pagãs utilizavam a coroa em honra a si mesmos (Osíris, Osis, Isva, Dionísio, Júpiter, Semírames, Ninrode, etc).
A tradição de se usar as coroas surgiu em Roma, pois os romanos acreditam que presentear com um ramo de planta traz saúde, motivo pelo qual passaram a enrolar os mesmos em coroas, para desejar que todas as pessoas de uma mesma família tivessem saúde.
As coroas usadas no tempo do advento, período de quatro semanas que antecede o natal. A cada domingo desse período, até a chegada do natal, deve-se acender uma vela, sendo que a cada uma é dado um diferente significado.
Alguns elementos tornam a coroa como um símbolo cheio de significados. O seu formato em círculo significa a perfeição, sem começo e sem fim, mas rico em harmonia. O universo tem a forma circular e nele encontramos o ciclo do tempo, do ano.
A luz das velas simboliza a luz de Deus que surge para encher a vida de bênçãos. A ideia de acender as velas surgiu em virtude do período de Inverno na Europa, quando a luz do sol quase não aparece.
Existe um ritual para se acender as velas. No primeiro domingo, a vela roxa leva aos fiéis o tempo de vigília; no segundo domingo, outra vela da mesma cor, a preparação; no terceiro domingo deve-se usar uma vela rosa, simbolizando a espera, a alegria pela chegada do Messias. A última vela deve ser branca, acesa na noite de natal, do nascimento de Jesus.
Já o verde, dos ramos que são enrolados na coroa, traz esperança, pois a chuva faz brotar aquilo que parece estar morto, anunciando vida nova.
Na Alemanha, por volta do século XIX, os colonos comemoravam a chegada do natal acendendo grandes fogueiras. Aos poucos o costume foi sendo difundido, sendo levado para dentro das casas, porém em miniatura, onde criaram a coroa.
Em algumas culturas, a coroa de visco tem significado sexual e está ligado à deusa viking Frigga, deusa do amor. O que podia significar que as casas marcadas com coroas estavam abertas a “orgias sexuais religiosas”. Já na Roma antiga, ramos e plantas eram simbolismos de saúde.
O bonito presépio foi idealizado por Alan Dart e confeccionado por Maureen que vive na cidade de Zakynthos, Grécia.

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