quarta-feira, 14 de junho de 2017

Arlene Almeida -Maranhão - Brasil

É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente." 
(Simone de Beauvoir)


Os cogumelos eram usados no México, Guatemala e na Amazónia em rituais religiosos, e por curandeiros há mais de 3500 anos!

Os Maias utilizavam um fungo ao qual chamavam, na língua local “nahuátl, teonanácatl” (a "Carne de Deus") !

Durante os anos 70, os cogumelos apareceram também na Europa e rapidamente se difundiram ao resto do mundo por possuírem um alto valor nutritivo.

Apresento-vos estes  belos presépios feitos por Arlene que viveu em Imperatriz, Maranhão! 

Presépio cogumelo:

Cada um de nós é vencido apenas pelo destino que não soube dominar. Não há derrota que não tenha um significado e não represente também uma culpa.”
(Stefan Zweig) 

Presépio enroladinhos com íman: 


Presépio branquinho com base azulejo:


Presépio deitados na cama: 


Presépio cerca: 


Presépio casca de noz: 



Presépio bolinhas: 



Cedro rosa brasileiro ou acaiacá  


“O que brilha com luz própria, nada pode apagar".  (Pablo Milanez)

Esta árvore é nativa do Brasil e pode atingir os 30 metros de altura! É uma árvore muito procurada pela excelente madeira que produz!
Abunda na zona da Amazónia. Este presépio usa a casca do fruto desta árvore. 



Romã 

“A memória é escriba da alma. “ 
(Aristóteles )

A romãzeira provém da Grécia, Síria e Chipre e e do Médio Oriente.
A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade!
Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo que acreditam que trará melhor do que aquele que vai embora!
Segundo a Bíblia, quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egipto, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Deus prometera! Ela estaria presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimónias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.
Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento.
Aqui fica a foto do presépio: 



Outro exemplar muito amoroso: 


Presépio em campânula de vidro: 


Presépio com calendário: 


Presépio dentro de um mini chapéu: 

O chapéu surgiu para a protecção da cabeça, ainda nos povos primitivos da pré-história, das intempéries climáticas (sol escaldante, frio, chuva)! É uma prerrogativa masculina - sendo o homem o responsável pela defesa da tribo ou do clã, sendo depois estendido para a caracterização dos níveis sociais: os réis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo!

O primeiro chapéu terá surgido no século IV a. C. na Grécia! 










sábado, 10 de junho de 2017

Presépio abayomi - Benin

"O paraíso não é um lugar, é um breve momento que conquistamos."
(Mia Couto)

Para acalentar os seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de protecção!
Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas.

As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.


Aqui fica a foto de um presépio usando esta preciosa técnica africana!




sexta-feira, 9 de junho de 2017

Presépio - Estónia

Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.
(Buda)

Tudo em Tallinn tem história!
 E apesar das invasões sucessivas dos países vizinhos, a cidade antiga mantém uma arquitectura e atmosfera medieval únicas!

O próprio nome do país, Eesti, parece vir do termo usado pelos romanos para as tribos dessa região, a Leste dos germânicos, e Tallinn foi já referida em 1154 pelo cronista árabe Al Idrissi como “Kolovan” – o nome Tallinn deriva do estónio taani linn, “cidade dinamarquesa”, e surgiu nos tempos em que estes a ocupavam.

Dito isto, nada podia ser mais moderno: a actualidade, feita de internet, telemóveis e multibanco, tomou conta das ruas e dos hábitos dos estonianos, famintos de repor a independência e a modernidade tanto tempo adiada por outros, e que agora está, de novo, nas suas mãos! Todas as maravilhas da mais moderna tecnologia e informática já aqui chegaram e o investimento finlandês deu fôlego à economia emergente.

A Estónia é membro da União Europeia desde 1 de Maio de 2004 e da OTAN desde 29 de Março de 2004!

Resta-me deixar-vos a foto deste encantador presépio feito com madeiras estónias.