quinta-feira, 11 de junho de 2026

Autocolantes em papel de arroz - China

 "Palavras não cozinham o arroz." 

(Provérbio chinês) 

O papel de arroz tem origem remota na Ásia, sendo tradicionalmente associado à China e ao Vietname. É feito a partir de uma massa líquida de farinha de arroz, água e, por vezes, amido de tapioca. A mistura é espalhada finamente sobre uma esteira e seca ao sol.

 Na antiguidade, era o suporte ideal para a caligrafia, pintura a pincel, fabrico de biombos, lanternas e origamis.

Estes presépios são impressos em papel de arroz e fazem parte da minha coleção!




Presépio sobre cavalo de Dala – Suécia

"O cavalo Dala simboliza o calor e o afeto, representando a alma e a resiliência do povo sueco."

O famoso cavalo típico da Suécia é o Cavalo de Dalarna (Dalahäst ou Dala), um pequeno cavalo de madeira esculpido à mão e pintado em tons vivos de vermelho ou azul, decorado com motivos florais. É o maior ícone cultural e artesanal do país.

O Cavalo Sueco do Norte (Nordsvensk), uma raça robusta, forte e dócil, frequentemente utilizada para trabalhos florestais e agrícolas.

Inicialmente eram brinquedos de madeira esculpidos por camponeses nas longas noites de inverno na aldeia de Nusnäs. 

Este presépio é feito sobre um cavalo de Dala e faz parte da minha coleção!





Presépio vitral – EUA

 "As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior."

 (Elisabeth Kubler-Ross)

O vitral remonta às civilizações antigas, mas consolidou-se na Europa no século X, atingindo o seu auge com a arquitetura gótica entre os séculos XII e XV. Inicialmente, serviu como uma "Bíblia de luz", ilustrando passagens religiosas para instruir uma população maioritariamente analfabeta.

Este vitral têm um presépio e faz parte da minha coleção!



Carimbo de madeira – China

  

A honra é o carimbo que nos identifica para o resto da nossa  vida!”

A etimologia revela que o termo “carimbo” vem da palavra “ka'rimbu” do vocabulário quimbundo de Angola cujo significado é “marca”. O carimbo tem uma história de milhares de anos!

A primeira representação de um carimbo data a 3000 anos a C., em que as figuras eram esculpidas em rolos de pedras. 

Na época feudal, período em que os reis utilizavam o carimbo ou os selos, produzidos em cera, para promulgar documentos, sendo D. Dinis o primeiro rei a usar o carimbo em 1305. Os carimbos eram usados para comprovar a veracidade de documentos e transmitir a palavra do rei.

Um norte-americano ( James Orton Woodruff) que entre 1864 e 1866 criou um negócio em massa para a produção de selos personalizados.

Foi o mote para a evolução e proliferação dos carimbos por todo o mundo. 

Este carimbo têm um presépio como não poderia deixar de ser!





quinta-feira, 21 de maio de 2026

Presépio sobre máquina de costura Singer - EUA

 "Costurar é uma forma de aquietar a mente, relaxar o corpo e alimentar a alma." 

(Marie Bostwick)

Em 1755, o alfaiate alemão Charles Wiesenthal patenteou uma agulha de duas pontas com um olho na extremidade. Esta foi a primeira tentativa registada de mecanizar o processo.

Em 1790, o inventor inglês Thomas Saint desenhou o primeiro projeto completo de uma máquina para costurar couro e lona. Contudo, o modelo era muito arcaico e nunca chegou a ser comercializado.

Em 1830, o alfaiate francês Barthélemy Thimonnier inventou e patenteou a primeira máquina de costura prática e funcional. O seu modelo utilizava uma agulha de gancho e conseguia dar cerca de 200 pontos em cadeia por minuto. A revolta: Thimonnier abriu uma oficina mecanizada para produzir fardas militares, mas alfaiates locais revoltaram-se e incendiaram a sua fábrica com medo de perderem os postos de trabalho.

O inventor americano Elias Howe criou e patenteou um sistema inovador que utilizava uma agulha com o olho na ponta e uma lançadeira inferior. Este mecanismo criava um ponto fixo (cross-stitch) idêntico ao das máquinas atuais, revolucionando a precisão do processo.

O mecânico americano Isaac Merritt Singer aperfeiçoou o design de Howe. Singer introduziu uma agulha reta vertical e um pedal para os pés, deixando as mãos livres para guiar o tecido.

Este presépio foi feito sobre uma pequena máquina de costura e faz parte da minha coleção!




segunda-feira, 18 de maio de 2026

Pendentes - China

 "A vida é feita de momentos, momentos são feitos de lembranças, lembranças são feitas de saudades e as saudades é a certeza que os momentos vividos, jamais serão esquecidos!!"

(Martha Sil)

A origem dos pendentes remonta à Antiguidade e à Pré-história, tendo evoluído através de técnicas decorativas e industriais ao longo dos séculos.Os pendentes em metal são peças versáteis ideais para joalharia, decoração ou personalização de acessórios. 

Estes que vos apresento têm presépios e fazem parte da minha coleção!




Presépio em borracha - China

 "A vida é a arte de desenhar sem borracha."

( John W. Gardner)


A borracha era utilizada por povos indígenas da América Central e do Sul (como os Maias e Astecas) muito antes da chegada dos europeus, servindo para fazer recipientes, sandálias, bolas e impermeabilizar tecidos.

É obtida através de cortes diagonais na casca do tronco da seringueira, de onde o látex escorre para recipientes.

Este presépio é feito em borracha e faz parte da minha coleção! 




Presépio em feltro - Espanha

 "Artesanato: transformar linha, agulha e feltro em poesia."

A origem do feltro remonta ao Neolítico e está intimamente ligada aos povos nómadas da Ásia Central. Os povos nómadas utilizavam lã de ovelha para forrar selas ou calçados, protegendo-se do frio e das bolhas. Existem várias lendas famosas sobre o surgimento do feltro, sendo a mais conhecida a história de que este material se formou no interior da Arca de Noé. Acredita-se que a lã perdida pelas ovelhas, misturada com o suor, a humidade, a urina e o constante pisoteio dos animais, tenha criado tapetes espessos no fundo do espaço.

Este presépio é feito em feltro e faz parte da minha coleção!




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Diamond painting - China

 "A paciência tudo alcança."

(Santa Teresa de Ávila)

O termo Diamond Painting (ou "Pintura com Diamantes descreve a técnica de criar mosaicos brilhantes colando pequenas peças coloridas (de resina ou acrílico) sobre uma tela numerada, imitando o efeito da luz a refletir em pedras preciosas.

Foi patenteado em 2010 por uma empresa chinesa (Guangdong Dazu Yueming Laser Technology Co.), unindo os princípios da "pintura com areia" numa tela adesiva. Rapidamente se popularizou a nível global como uma forma de arte brilhante e terapêutica.

Este presépio foi feito por mim e faz parte da minha coleção!




Presépio sobre frasco - China

 "A cerâmica é a poesia que pode ser tocada,onde o barro se transforma em sonho e o fogo eterniza a paixão, porque cada peça conta uma história, um toque de humanidade na sua casa"

(Paulo Coelho)

A porcelana nasceu na China, entre os séculos VII e X, durante a Dinastia Tang. O material surgiu da mistura de caulim e feldspato, cozida a temperaturas próximas a 1.450 ºc. 

O famoso termo "porcelana" foi popularizado pelo explorador italiano Marco Polo, que o associou às conchas do molusco porcellana.

Acredita-se que fornos chineses tenham atingido temperaturas superiores às habituais por acidente, resultando num material mais resistente, impermeável e translúcido.

A técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante séculos. A porcelana começou a chegar à Europa por via marítima através de comerciantes árabes e, mais tarde, pelas mãos dos navegadores portugueses e holandeses nos séculos XV e XVI.

Este pequeno frasco de porcelana têm um presépio e faz parte da minha coleção!



Presépios em cestos - China

 "Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, se lhe derem verga e tempo."

(Provérbio popular português)

O cesto de vime tem origem na Antiguidade. Trata-se de uma das técnicas de artesanato mais antigas do mundo, que remonta a povos nómadas e civilizações como o Antigo Egito. O uso do vime para criar cestos e outros objetos é conhecido há milhares de anos, com registos históricos e bíblicos (como a famosa cesta de Moisés).

Civilizações antigas desenvolveram a arte da cestaria trançando hastes moles e flexíveis de salgueiro (vimeiro) para criar recipientes de transporte e armazenamento. O vime expandiu-se mais tarde pela Europa durante a Idade do Ferro.

Em Portugal, a cestaria utiliza raízes locais e a indústria do vime ganhou grande destaque no século XIX na região da Camacha (Madeira), Barcelos e Guarda!

Estes pequenos cestos de vime têm presépios e fazem parte da minha coleção!







Gramofone - China

 "Sinto falta do chiado do gramofone, mas gosto deste som."

( Sapha Burnell )

O gramofone foi patenteado em 1887 pelo inventor alemão Emile Berliner. A sua grande inovação em relação ao fonógrafo (criado por Thomas Edison em 1877) foi a substituição dos cilindros giratórios por discos planos. Esta evolução permitiu a produção em massa e comercialização de gravações musicais.

Este pequeno gramofone têm um presépio e faz parte da minha coleção!




segunda-feira, 11 de maio de 2026

Presépio pin - Grécia

 “O amor é apenas uma palavra, até que alguém chegue para dar-lhe sentido.”

(Paulo Coelho)

O ícone ortodoxo é rico em simbolismo, geralmente mostrando a Virgem Maria, o Menino Jesus em faixas (semelhantes a funerais, antecipando a Paixão), a manjedoura, os pastores, os magos e, muitas vezes, cenas secundárias como o banho do menino, enfatizando a sua humanidade real.

Para os Ortodoxos, o ícone não é apenas uma representação histórica, mas uma "janela para o céu" que transmite o mistério teológico da Encarnação.

Este pin faz parte da minha coleção!



Presépio pin - EUA

 “Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor.”

(Madre Teresa de Calcutá)

Os conhecidos pins, alfinetes e crachás surgem no século XIX inspirados no ferraria militar.

Este foi trazido por uma amiga que visitou Nova Iorque e que não se esqueceu de mim!




Presépio molde - Espanha

 “Tudo o que sabemos do amor é que o amor é tudo o que existe.”

(Emily Dickinson)

A palavra deriva do espanhol molde, que por sua vez tem raízes no latim modulus (medida, modelo).

A indústria de moldes para injeção de plásticos em Portugal, um dos principais polos mundiais, teve o seu início na Marinha Grande

Em 1943, Aníbal H. Abrantes, num contexto de mudança na indústria vidreira, decidiu apostar na produção de moldes para plástico.

A produção do primeiro molde de injeção para plásticos (tampas de frascos de perfume) e o reaparecimento do "baquelite"em 1947. 

A partir da década de 1950, com o início das exportações (especialmente para Inglaterra em 1955), a indústria consolidou-se, espalhando-se para a zona de Oliveira de Azeméis.

Este molde faz parte da minha coleção!



Presépio miniatura - China

 “O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida”.

(Camilo Castelo Branco)

As figuras de Maria, José e Jesus são representadas com feições chinesas e vestimentas tradicionais, adaptando a cena da natividade ao contexto cultural, como a utilização de quimonos coloridos.

: A presença de maçãs próximo ao presépio é comum, pois a palavra para maçã (ping guo) soa como "paz" (he ping) em mandarim, simbolizando o desejo de uma noite de paz. 

O "balde" ou outros recipientes podem estar associados à ideia de "casa feita" ou fundação.

Este presépio traz um balde consigo! 






segunda-feira, 4 de maio de 2026

Presépio em bronze - China

 "O tempo é o melhor artista: transforma o bronze em relíquia e o amor em saudade." 

O bronze surgiu por volta de 5000 a.C. a 3300 a.C. no Médio Oriente (Cáucaso/Bálcãs) como uma liga de cobre e estanho. Criado para superar a fragilidade e escassez do cobre puro, este material mais resistente revolucionou a produção de ferramentas e armas, marcando o início da Idade do Bronze.

Este mini presépio é em bronze e faz parte da minha coleção!




Família gatinho - China

 "O menor dos felinos é uma obra-prima"

(Leonardo da Vinci)

Os gatos são celebrados pela sua independência, elegância e mistério. Frases famosas destacam a sua natureza única, muitas vezes descrevendo-os como seres poéticos, sábios e donos da casa. Os gatos domésticos (Felis catus) descendem do gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica), originário do Médio Oriente. A domesticação começou há cerca de 9.500-10.000 anos, quando se aproximaram dos primeiros assentamentos agrícolas humanos, atraídos por roedores, iniciando uma aliança simbiótica. 

Esta simpática família faz parte da minha coleção. 





Presépio caixa de comprimidos - China

 "Havia comprimidos para tudo. Para tudo, exceto um comprimido para que eu pudesse ser livre."

( Louisa Reid)

As primeiras formas de medicação sólida surgiram com o uso de ervas, plantas, minerais e substâncias animais, muitas vezes preparadas manualmente. Na Grécia Antiga, já existiam moldes para concentrar agentes medicinais, uma forma primitiva de comprimir medicamentos.

A origem dos organizadores de comprimidos (pillboxes) está intrinsecamente ligada à necessidade de melhorar a adesão ao tratamento e gerir doenças crónicas, evoluindo de simples caixas de plástico para sistemas complexos. O isolamento de compostos ativos foi crucial. A salicina, isolada do salgueiro, deu origem ao ácido acetilsalicílico, que resultou na Aspirina, lançada pela Bayer em 1899, marcando o início da era da indústria farmacêutica.

A descoberta da penicilina por Alexander Fleming em 1928, e a sua posterior produção industrial nos anos 1940, transformou a medicina.

Esta caixinha para guardar comprimidos têm o tema do presépio e faz parte da minha coleção!

  




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Presépio pintado em amate - México

 “Seja você mesmo, tudo o resto já existe.”  

(Óscar Wilde)

Este presépio foi pintado  na casca de uma árvore, por Javier Martinez, um pintor mexicano. A pintura na casca de amate (papel tradicional de casca de árvore), papel sagrado dos povos pré-hispânicos. Os astecas usavam este papel para escrever os feitos sobre os seus heróis e ritos religiosos sagrados. Os xamãs usavam este papel amate para oferecer aos deuses oferendas. 

São uma expressão artística  colorida e única. Este faz parte da minha coleção! 


                                                   


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Presépio no hibisco - Peru

 “Ao morder um hibisco nos transformamos em poesia".

(Roseana Murray)

O hibisco está associado ao Sudão, onde era plantada há mais de 6 mil anos!

É a flor símbolo do Havaí e da Malásia, além de ter grande valor medicinal e ritualístico em culturas asiáticas!

É uma planta valorizada tanto para fins ornamentais, quanto para o consumo em chás e culinária, como no caso do Hibiscus sabdariffa.

Este presépio está dentro de um hibisco e faz parte da minha coleção! 



Presépio no pinheiro - Peru

 “O pinheiro mais alto, é aquele que o vento agita mais vezes”. 

(Horácio)

A cultura do pinheiro em Portugal tem raízes profundas, com destaque para o Pinheiro Bravo (Pinus pinaster), que é uma espécie autóctone do sudoeste europeu e norte de África, sendo considerado uma espécie fundamental da floresta portuguesa e pioneira na evolução ecológica.

A grande expansão e gestão do pinheiro bravo no território nacional tem um marco histórico importante com a plantação do Pinhal de Leiria (ou Mata Nacional de Leiria) por D. Dinis no século XIII, com o objetivo de fixar as dunas e proteger as terras agrícolas, além de fornecer madeira.

No século XV, a madeira do pinho foi crucial para a construção das caravelas que levavam os navegadores em buscas de novas terras e territórios, a era dos descobrimentos!

 A cultura do pinheiro em Portugal fornece resina, casca para paisagismo, pinhas e é vital para a regulação do solo, biodiversidade e retenção de carbono.

Atualmente, o pinhal bravo representa cerca de um quarto da floresta portuguesa, enfrentando desafios como incêndios e pragas, mas mantendo a sua importância económica e cultural.

Este presépio está dentro de um pinheiro e faz parte da minha coleção! 





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Presépio Oliver Pech Hermanos / Ferrándiz – Espanha

 “Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas.”

(Gabriel Garcia Lorca)

As figuras da marca Pech Hermanos, produzidas nos anos 70, são peças de coleção muito populares, conhecidas como "cabezones" ou "cabezudos", muitas vezes inspiradas no estilo artístico de Ferrándiz. São figuras de presépio de estilo infantil, caracterizadas pelas cabeças grandes e traços carinhosos.

Este presépio faz parte da minha coleção! 



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rosa do deserto - Tunísia

 "As flores do deserto são mais lindas, porque a humildade e a esperança por água são mais fortes."

 (Léo  Mídia)

As rosas do deserto da Tunísia são formações minerais naturais, compostas por cristais de gesso e areia, encontradas no deserto do Saara. Com um formato que lembra pétalas de flores, estas pedras formam-se em zonas áridas, sendo valorizadas como itens decorativos e em litoterapia trazem equilíbrio energético, emocional, proteção e serenidade. 

Geralmente com cor de areia escura, as formações da Tunísia são frequentemente brancas ou bege.

O Saara tunisino é um dos principais locais de extração, juntamente com a Argélia.

Foi sobre uma rosa do deserto que este presépio pousou! Faz parte da minha coleção! 




sábado, 7 de fevereiro de 2026

Presépio com rosa - Itália

 “Foi o tempo que perdi com a minha rosa que a fez tão importante." 

(Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe).

Acredita-se que as rosas foram cultivadas pela primeira vez na China há cerca de 5.000 anos, onde eram valorizadas pela sua beleza, propriedades medicinais e perfume.

As rosas selvagens terão surgido na região do Cáucaso ou nas encostas do Mar Cáspio e rapidamente se espalharam pela Mesopotâmia, Pérsia, Grécia e Império Romano. Na antiguidade, eram usadas em rituais e celebrações. 

Hoje em dia existem rosas nas mais diversas cores e em todos os países do mundo! 

Aqui fica a foto deste presépio que faz parte da minha coleção! 




Presépio casca de noz da macadâmia - Itália

 “As nozes são saborosas, porém antes de poder saboreá-las, é preciso dar-se ao trabalho de romper-lhes as cascas.”

(Jean Pierre Claris de Florian)

Os povos aborígenes australianos já consumiam e valorizavam a noz da macadâmia, muito antes da chegada dos europeus, chamando-a de nomes como "Kindal Kindal" ou "Bauple nut".

O seu nome é uma homenagem ao cientista escocês John Macadam.

Na cultura do Hawai, a macadâmia é vista como um símbolo de prosperidade e abundância.

Até o cantor Eminem se refere a este delicioso fruto: "Nuts they go, macadamia they go so ballistic, whoa".

A macadâmia oferece benefícios como proteção cardiovascular, ação antioxidante, melhora a saciedade e fortalece a pele e o cabelo. 

Aqui fica a foto do presépio que usa a casca deste fruto e faz parte da minha coleção! 





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Presépio feito em alabastro - Toscânia - Itália

 "O precioso vaso de alabastro que se deve quebrar aos Pés Sagrados é o próprio coração... e o conteúdo só se torna perfume quando é quebrado." 

 C.S. Lewis (Goodreads)

O alabastro é uma rocha calcária originada da sedimentação de grandes quantidades de sulfato de cálcio na água do mar. Esses depósitos acumularam-se há 60 milhões de anos em áreas afetadas por fenômenos vulcânicos. Nas entranhas ao redor de Volterra, o sulfato de cálcio cristalizou-se sem ser afetado pela infiltração de água que causa os veios e sombreamento visíveis em outros tipos de alabastro.

Já no século VIII a.C., os etruscos souberam aproveitar a beleza dessa pedra transparente, embelezada pela ação da própria natureza. Juntamente com os egípcios, foram os primeiros a perceber que, trabalhando o alabastro, podiam criar decorações refinadas para adornar monumentos funerários.

No século XVI, os artistas de Volterra esculpiram candelabros, pias de água benta e colunas para as igrejas da cidade com alabastro branco extraindo-o manualmente de depósitos profundos. No final do século XVIII, o trabalho com alabastro aumentou, o número de oficinas multiplicou-se e os comerciantes como Viti e Tangassi, após longas viagens ao estrangeiro, obtiveram importantes encomendas.

As pedreiras mais importantes ficavam em Venelle, perto de Castellina Marittima. Elas possuíam túneis e galerias que se estendiam por mais de 40 km, descritos com precisão em um mapa que hoje se encontra em Florença. Os túneis tinham cerca de dois metros de altura e a mesma largura. Alguns atingiam uma profundidade de até cem metros. Eram iluminados com gás acetileno obtido a partir de carbureto, enquanto que, no passado, eram utilizadas lâmpadas de óleo tradicionais.

A memória da antiga tradição do alabastro é preservada no Ecomuseu do Alabastro, uma exposição localizada entre Volterra, Castellina Marittima e Santa Luce.

Este presépio foi comprado na Toscânia e faz parte da minha coleção! 




quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Família africana tribal – Quénia

 "Uma família é como uma floresta: quando você está do lado de fora, ela parece densa. Mas, por dentro, cada árvore tem o seu lugar." 

(Provérbio Africano)

A origem da família tribal africana é antiga, enraizada como o "berço da humanidade" há milhões de anos, com grupos distintos, desenvolvendo-se através de migrações, línguas (como Bantos) e tradições orais! A estrutura familiar é baseada na ancestralidade, frequentemente mantida por contadores de histórias, e a noção moderna de "tribo" foi fortemente influenciada por categorizações coloniais, sobrepondo-se à complexa diversidade original.

Esta simpática família faz parte da minha coleção! 




sábado, 24 de janeiro de 2026

Presépio com tecido Tais - Timor

 "Quando me perguntavam donde eu era, dizia sempre que era de Ataúro. Só me foi dito mais tarde que a terra de cada um é o local onde nasceu."

(Luís Cardoso Noronha)

O Tais é o tecido tradicional de Timor-Leste, confecionado artesanalmente por mulheres em teares de madeira com algodão e corantes naturais/sintéticos. Reconhecido como Património Imaterial da UNESCO (2021), representa a identidade cultural, resistência e é usado em cerimónias, rituais e vestuário, variando cores e padrões por município.

O Tais Mane é usado pelos homens, enrolado na cintura e o Tais feto é usado pelas mulheres como vestido sem alças ou saia.

É usado em eventos culturais como em batismos, casamentos, cerimónias fúnebres, ofertas de boas-vindas e trocas rituais.

A madeira de Ataúro, em Timor-Leste, é um recurso precioso e historicamente utilizado pela população local para construção, artes e utensílios, sendo a ilha conhecida pela sua rica biodiversidade.

Os habitantes de Ataúro produzem esculturas e objetos em madeira, frequentemente vendidos como lembranças turísticas.

Este presépio foi comprado em Timor  e oferecido por outra colecionadora que me deixou de coração cheio! São estes gestos que fazem crescer a coleção e conhecer outros colecionadores do outro lado do mundo. Têm um significado muito especial na minha coleção. 







sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Presépio noz da macadâmia – Colômbia

" Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade".

(Gabriel Garcia Marquez)

A noz de macadâmia é originária da Austrália, mais especificamente das florestas tropicais de Queensland e Nova Gales do Sul, sendo um fruto nativo das árvores do género Macadamia, com as espécies M. integrifolia e M. tetraphylla produzindo as sementes comestíveis.

O nome foi dado em homenagem ao naturalista australiano John Macadam, segundo o botânico Ferdinand von Mueller. 

Os povos aborígenes australianos já utilizavam a macadâmia como fonte de alimento e em rituais culturais.

A partir da Austrália, o cultivo expandiu-se para outras regiões de clima subtropical e tropical, como África do Sul, Estados Unidos (Hawaí) e América Latina. É considerada uma das nozes mais finas, valorizada pelo seu sabor delicado e textura amanteigada.

Este presépio foi feito com casca de noz da macadâmia e sementes e faz parte da minha coleção!



Presépio bolota - Colômbia

  "O que importa na vida não é o que acontece com você, mas o que você lembra e como você lembra". 

(Gabriel Garcia Marquez)

A bolota foi um alimento fundamental na Idade Média e durante a II Guerra Mundial, quando outros cereais eram escassos.

De origem árabe (balluta), a Bolota é um fruto produzido pela Azinheira, Carvalho e Sobreiro. Os Lusitanos obtinham através deste fruto farinha, a partir da qual faziam o pão. 

Os animais, em particular os porcos alimentam-se de bolotas dando portanto um sabor especial à carne quando confecionada.

Este presépio foi feito com bolotas e sementes e faz parte da minha coleção!




Presépio Tiger - Dinamarca

 

"A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para a frente."

(Søren Kierkegaard)

Hoje discute-se a legitimidade dos EUA reiterar o interesse em adquirir o território da Gronelândia por razões de "segurança nacional" e para controlar a atividade da Rússia e da China no território. Qual a legitimidade para o fazer? Visto que está a violar o princípio da integridade territorial! A verdade é que este interesse não é inocente, visto que a ilha é rica em minerais críticos e terras raras, essenciais para a tecnologia moderna e para reduzir a dependência da China.

A loja Flying Tiger Copenhagen, é de origem dinamarquesa e foi fundada em 1995 por Lennart e Suz Lajboschitz. Começou como uma pequena loja e evoluiu para uma marca global de artigos de baixo custo, focados em oferecer produtos divertidos, práticos e originais.

Este presépio foi comprado nesta famosa loja e faz parte da minha coleção!






quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Concha – tesouros do mediterrâneo - Sardenha

"Não sei como pareço aos olhos do mundo, mas eu mesmo vejo-me como um pobre garoto que brincava na praia e se divertia em encontrar uma pedrinha mais lisa uma vez por outra, ou uma concha mais bonita do que de costume, enquanto o grande oceano da verdade se estendia totalmente inexplorado diante de mim.

(Isaac Newton)

As conchas são vestígios importantes que mostram a biodiversidade marinha e são parte integrante do ecossistema costeiro.

Esta concha provém de uma praia da Sardenha e faz parte da minha coleção!







quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Imagem ortodoxa – Roménia

 “A família é o teste da liberdade; porque a família é a única coisa que o homem livre faz por si mesmo e para si mesmo." 

 (Gilbert K. Chesterton)

O ícone ortodoxo da Natividade liga-nos a todo o mistério do Natal.

Maria ocupa o centro da cena e contempla o Menino, contemplando-nos a nós. Ela oferece o Menino, que deu à luz a toda a humanidade para a sua salvação. Veste o púrpura divino como a Mãe de Deus, a Theotokos. No seu manto surgem as três estrelas que simbolizam a sua virgindade, apesar de ter concebido um filho. Em alguns ícones, Maria aparece com os pés atados para significar que não deu à luz como as outras mulheres, mas sim que a sua conceção foi milagrosa e virginal.

Ao lado dela está a manjedoura onde repousa o Menino Jesus. Perto da manjedoura do Menino surge a gruta escura de Belém, símbolo das névoas que envolviam a terra antes da vinda de Cristo. "O mundo, envolto em trevas, viu uma grande luz", diz a profecia. Por cima do Menino Jesus, um raio de luz desce, iluminando todo o espaço. 

No topo, os anjos cantam a glória do Senhor e anunciam a Boa Nova aos pastores.

Os pastores são os primeiros a receber o anúncio dos anjos e são levados apressadamente de Belém para verem o que o Senhor lhes revelou.

Os Reis Magos oferecem os seus presentes ao Menino, testemunhando a cena do boi e do burro.

Na parte inferior, estão também representadas duas cenas: São José, reflexivo e meditativo, pondera sobre o mistério e as suas dúvidas. Ao seu lado surge uma figura misteriosa — um pastor? — a personificação do diabo tempestuoso para José na sua dúvida. À direita, mulheres lavam o Menino, como que para enfatizar a sua natureza humana. Estes são apenas alguns dos detalhes mais marcantes deste ícone.







terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Presépio em coral - Sicília

 "A música é a voz de Deus, ela une pessoas e culturas e o coral é o melhor exercício para tentar transformar um bando em grupo." 

( Joel Segalla)

Celebre a magia do Natal com este requintado presépio,  criado com corais naturais recolhidos do Mediterrâneo que formam uma moldura única e evocativa para a Sagrada Família.

Antigamente, o trabalho com coral era reservado aos mestres artesãos, escultores de coral cuja tarefa era a limpeza, removendo a pátina alaranjada com raspadores de ferro e pedras de amolar. Em seguida, cortavam com alicates e davam forma com limas e mós, quebrando o coral em pequenos pedaços ou bolas que eram perfuradas com um pequeno fuso para a confecção de colares, pulseiras, rosários e presépios.

No final do século XIX, a escassez de matérias-primas no Mediterrâneo levou a um declínio significativo de vários tipos de artesanato e dessa forma de arte, inclusive em Trapani.

  Para renovar o interesse na década de 1980, houve uma impressionante exposição internacional, no Museu Pepoli em 1986, que exibiu belas obras-primas de coleções de museus nacionais e estrangeiros. 
Desde então, jovens mestres relançaram o artesanato e, com grande alarde, "reabriram" lojas na cidade, criando com técnicas tradicionais joias sofisticadas, presépios, esculturas e objetos valiosos.


Aqui fica a foto deste pequeno presépio feito em coral e que faz parte da minha coleção!



Presépios de Nápoles - Itália

 “O mais importante da vida é o que deixamos na vida dos outros”. 

(Nelson Mandela)

Localizada no coração histórico de Nápoles, San Gregorio Armeno é uma das principais vias da cidade e é conhecida por reunir os melhores artesãos e lojas especializadas em artigos decorativos para presépios.

 Na época clássica,esta via possuía um templo dedicado a Ceres e os devotos ofereciam pequenas estátuas de terracota feitas à mão nas lojas dos arredores. No final do século XVIII, essas pequenas imagens converteram-se nos artigos decorativos dos presépios e que inclui personagens da vida cotidiana, como açougueiros, bailarinos, jogadores de futebol, políticos ou personagens do mundo do entretenimento.

É uma rua surpreendente e passear por ela é um autêntico prazer, já que oferece a possibilidade de ver um belíssimo ambiente natalino em qualquer época do ano. Recebe a visita tanto de turistas quanto de moradores que a visitam anualmente com a intenção de fazer compras!

Aqui ficam as fotos dos presépios comprados nesta famosa rua e que fazem parte da minha coleção!