“A família é o teste da liberdade; porque a família é a única coisa que o homem livre faz por si mesmo e para si mesmo."
(Gilbert K. Chesterton)
O ícone ortodoxo da Natividade liga-nos a todo o mistério do Natal.
Maria ocupa o centro da cena e contempla o Menino, contemplando-nos a nós. Ela oferece o Menino, que deu à luz a toda a humanidade para a sua salvação. Veste o púrpura divino como a Mãe de Deus, a Theotokos. No seu manto surgem as três estrelas que simbolizam a sua virgindade, apesar de ter concebido um filho. Em alguns ícones, Maria aparece com os pés atados para significar que não deu à luz como as outras mulheres, mas sim que a sua conceção foi milagrosa e virginal.
Ao lado dela está a manjedoura onde repousa o Menino Jesus. Perto da manjedoura do Menino surge a gruta escura de Belém, símbolo das névoas que envolviam a terra antes da vinda de Cristo. "O mundo, envolto em trevas, viu uma grande luz", diz a profecia. Por cima do Menino Jesus, um raio de luz desce, iluminando todo o espaço.
No topo, os anjos cantam a glória do Senhor e anunciam a Boa Nova aos pastores.
Os pastores são os primeiros a receber o anúncio dos anjos e são levados apressadamente de Belém para verem o que o Senhor lhes revelou.
Os Reis Magos oferecem os seus presentes ao Menino, testemunhando a cena do boi e do burro.
Na parte inferior, estão também representadas duas cenas: São José, reflexivo e meditativo, pondera sobre o mistério e as suas dúvidas. Ao seu lado surge uma figura misteriosa — um pastor? — a personificação do diabo tempestuoso para José na sua dúvida. À direita, mulheres lavam o Menino, como que para enfatizar a sua natureza humana. Estes são apenas alguns dos detalhes mais marcantes deste ícone.