sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Presépio feito em Tagua - Equador

"Observe profundamente a natureza e você vai entender tudo melhor."
(Albert Einstein)

O marfim-vegetal é composto por açúcares, maioritariamente por manose – uma molécula cujo nome evoca o maná bíblico.
Existem várias espécies das quais se pode obter marfim-vegetal, contudo, a mais comum é uma palmeira nativa das florestas tropicais da América do Sul denominada jarina ou tagua, cujo nome científico é Phytelephas macrocarpa Ruiz & Pav., a partir das palavras gregas phytón = planta; eléphas = elefante; makrós = grande, comprido; karpós = fruto (literalmente, planta-elefante com frutos grandes).

Durante o período vitoriano, o marfim-vegetal foi muito popular na manufactura de pequenas caixas nas quais se guardavam agulhas, dedais e fitas-métricas.

Este presépio foi feito neste nobre material e faz parte da minha colecção!




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Suporte para velas - Austrália

 “Às vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física. Nem pelo que dizem. Só pelo que são.” (Markus Zusak)

Antes da colonização, a Austrália era habitada por inúmeras tribos de aborígenes, os povos nativos da região, que segundo pesquisas, viviam lá a mais de 60 mil anos.
Existiam cerca de 500 tribos espalhadas por toda a região, que falavam 300 dialectos diferentes, com aproximadamente 175 mil aborígenes no total.

O capitão inglês James Cook desembarcou no Cabo de York, onde, em 22 de Agosto de 1770, proclamou a posse das terras, em nome do Rei George da Inglaterra. Fincou a bandeira inglesa ao chão e deu a terra o nome de New South Wales (Nova Gales do Sul).

A colonização teve início em 1788, quando a Inglaterra resolveu fazer da nova terra uma colónia penal, enviando para aquela região os presos com penas superiores a 7 anos, que antes enviava para os Estados Unidos.

A partir de 1850 o país passou a ser destino de aventureiros, sobretudo de chineses, pois em várias regiões foram descobertas minas de ouro.

A Austrália passou a fazer parte da Comunidade Britânica em 1901, quando passou a ter uma estrutura federativa e parlamentar. A independência ocorreu em 1942, embora o soberano da Inglaterra (rei ou a rainha), continuasse sendo considerado o chefe de Estado formal. Somente em 1986 esses laços foram cortados.

Aqui fica a foto deste suporte para velas que faz parte da minha colecção.



Porta-copos - Austrália

“Pode alguém roubar a felicidade? Ou será que ela é apenas mais um infernal truque interno dos humanos?”
(Markus Zusak)

Os primeiros registos que se tem são de 1880, na cidade de Weisenbach. Naquela época, o porta-copo era produzido artesanalmente e tinha a finalidade de evitar que a espuma das canecas de cerveja se derramassem pela mesa. A invenção se espalhou rapidamente pela Alemanha, mas apenas em 1892 veio à ideia de comercializá-lo em grande escala.

Em 1900 os porta-copos começaram a ser utilizados como meio publicitário, chegando à Inglaterra entre 1918 a 1938, onde o consumo de cerveja também era grande, e então se espalhou pelo mundo.

Aqui fica a foto destes porta-copos com motivo de presépio e que faz parte da minha colecção.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

From Kibera with love - Quénia

"Aquele que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."
 (Santo Agostinho)


Este presépio é feito em folha de bananeira e tecidos provenientes do Quénia.
Foi comprado para ajudar a educação dos meninos do Kibera.
Visitem a página no facebook e verifiquem que artigos bonitos tem para venda.

Este presépio faz parte da minha colecção.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

íman - Tunísia

Aqueles que nos amam nunca nos deixam de verdade.”
(Harry Potter)

A história da Tunísia começa com a chegada dos fenícios, que fundaram Cartago e outras povoações no norte africano no século VIII a.C.
Cartago tornou-se uma importante potência marítima, chocando-se com Roma pelo controle do Mediterrâneo, até que foi derrotada e conquistada pelos mesmos em 146 a.C.

Os romanos governaram o norte da África até o século quinto, quando o Império Romano do Ocidente chega ao fim e a Tunísia foi invadida por tribos europeias, especialmente pelos vândalos.

 A conquista muçulmana, no século VII transforma a Tunísia e o aspecto de sua população, com ondas subsequentes de migrações de todo o mundo árabe e otomano e ainda um número significativo de espanhóis muçulmanos e judeus emigrados ao no final do século XV devido à Reconquista cristã da península Ibérica.

A Tunísia é anexada ao Império Turco Otomano, no século XVI. Foi tomada aos turcos pelos franceses, constituindo um protectorado deste país europeu de 1881 até a independência em 1956, mantendo estreitos laços políticos, económicos e culturais com a antiga metrópole.

O lema oficial da Tunísia é: “Ordem, Liberdade, Justiça”.

Este íman está muito engraçado porque José e Maria e o Menino Jesus trajam vestes típicas da região e não podia faltar a imagem de uma mesquita tão típico neste país!


Sino - Grécia

E com um ramo de oliveira o homem se purifica.” 
(Virgílio – Eneida)

Na terra de Homero e sua Ilíada as oliveiras prosperam a mais de 6.000 anos, e deram origem a pelo menos 46 cultivares diferentes!

Conta-se que durante as disputas pelas terras onde hoje se encontra a cidade de Atenas, Posidão teria feito surgir um belo e forte cavalo com um golpe de seu tridente. A deusa Palas Atena teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia.

A abundância de oliveira era tão preciosa neste país que chegaram a cunhar moedas com esta árvore.

A Grécia é um dos maiores produtores de azeitona do mundo!

Este presépio é da região de Corfu e é feito em madeira de oliveira desta região, como não poderia deixar de ser e faz parte da minha coleção!








vela em madeira - Israel

A oliveira
De volume prateado,
Severa e suas linhas,
Em seu torcido coração terrestre:
As graciosas azeitonas (…) 
A cápsula perfeita da oliva
Preenchendo com suas constelações as folhagens,
Mais tarde as vasilhas, o milagre,
O Azeite.”
(Pablo Neruda)

Hoje em dia as velas são usadas para as nossas orações ou para decoração, mas na antiguidade foi a principal fonte de energia...

Pinturas encontradas em cavernas, cerca de 50.000 anos a.C., mostram que naquela altura a luz era fornecida por recipientes com gordura animal no estado líquido, nos quais se usavam fibras de plantas que funcionavam como pavio.

As primeiras referências às velas datam do séc. X a.C. e vêm referidas nos textos Bíblicos. Essas velas eram feitas de juncos besuntados com sebo.

Descobertas arqueológicas encontraram no Egipto e na Grécia velas com formato de bastão. Para os gregos as velas simbolizavam o luar e constatou-se que na Grécia as velas eram usadas ao 6º dia de cada mês como adoração a Artemisa, a deusa grega da caça.

Pela Idade Média as velas iluminavam igrejas e mosteiros. Nessa época o clero aconselhava o uso de velas brancas para afugentar as bruxas e os agricultores utilizavam as velas sagradas para proteger os seus rebanhos.

Este presépio está dentro de uma vela e é feito em madeira de oliveira. Tem um cheirinho fantástico.