quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Presépio pintado em amate - México

 “Seja você mesmo, tudo o resto já existe.”  

(Óscar Wilde)

Este presépio foi pintado  na casca de uma árvore, por Javier Martinez, um pintor mexicano. A pintura na casca de amate (papel tradicional de casca de árvore), papel sagrado dos povos pré-hispânicos. Os astecas usavam este papel para escrever os feitos sobre os seus heróis e ritos religiosos sagrados. Os xamãs usavam este papel amate para oferecer aos deuses oferendas. 

São uma expressão artística  colorida e única. Este faz parte da minha coleção! 


                                                   


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Presépio no hibisco - Peru

 “Ao morder um hibisco nos transformamos em poesia".

(Roseana Murray)

O hibisco está associado ao Sudão, onde era plantada há mais de 6 mil anos!

É a flor símbolo do Havaí e da Malásia, além de ter grande valor medicinal e ritualístico em culturas asiáticas!

É uma planta valorizada tanto para fins ornamentais, quanto para o consumo em chás e culinária, como no caso do Hibiscus sabdariffa.

Este presépio está dentro de um hibisco e faz parte da minha coleção! 



Presépio no pinheiro - Peru

 “O pinheiro mais alto, é aquele que o vento agita mais vezes”. 

(Horácio)

A cultura do pinheiro em Portugal tem raízes profundas, com destaque para o Pinheiro Bravo (Pinus pinaster), que é uma espécie autóctone do sudoeste europeu e norte de África, sendo considerado uma espécie fundamental da floresta portuguesa e pioneira na evolução ecológica.

A grande expansão e gestão do pinheiro bravo no território nacional tem um marco histórico importante com a plantação do Pinhal de Leiria (ou Mata Nacional de Leiria) por D. Dinis no século XIII, com o objetivo de fixar as dunas e proteger as terras agrícolas, além de fornecer madeira.

No século XV, a madeira do pinho foi crucial para a construção das caravelas que levavam os navegadores em buscas de novas terras e territórios, a era dos descobrimentos!

 A cultura do pinheiro em Portugal fornece resina, casca para paisagismo, pinhas e é vital para a regulação do solo, biodiversidade e retenção de carbono.

Atualmente, o pinhal bravo representa cerca de um quarto da floresta portuguesa, enfrentando desafios como incêndios e pragas, mas mantendo a sua importância económica e cultural.

Este presépio está dentro de um pinheiro e faz parte da minha coleção! 





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Presépio Oliver Pech Hermanos / Ferrándiz – Espanha

 “Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas.”

(Gabriel Garcia Lorca)

As figuras da marca Pech Hermanos, produzidas nos anos 70, são peças de coleção muito populares, conhecidas como "cabezones" ou "cabezudos", muitas vezes inspiradas no estilo artístico de Ferrándiz. São figuras de presépio de estilo infantil, caracterizadas pelas cabeças grandes e traços carinhosos.

Este presépio faz parte da minha coleção! 



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rosa do deserto - Tunísia

 "As flores do deserto são mais lindas, porque a humildade e a esperança por água são mais fortes."

 (Léo  Mídia)

As rosas do deserto da Tunísia são formações minerais naturais, compostas por cristais de gesso e areia, encontradas no deserto do Saara. Com um formato que lembra pétalas de flores, estas pedras formam-se em zonas áridas, sendo valorizadas como itens decorativos e em litoterapia trazem equilíbrio energético, emocional, proteção e serenidade. 

Geralmente com cor de areia escura, as formações da Tunísia são frequentemente brancas ou bege.

O Saara tunisino é um dos principais locais de extração, juntamente com a Argélia.

Foi sobre uma rosa do deserto que este presépio pousou! Faz parte da minha coleção! 




sábado, 7 de fevereiro de 2026

Presépio com rosa - Itália

 “Foi o tempo que perdi com a minha rosa que a fez tão importante." 

(Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe).

Acredita-se que as rosas foram cultivadas pela primeira vez na China há cerca de 5.000 anos, onde eram valorizadas pela sua beleza, propriedades medicinais e perfume.

As rosas selvagens terão surgido na região do Cáucaso ou nas encostas do Mar Cáspio e rapidamente se espalharam pela Mesopotâmia, Pérsia, Grécia e Império Romano. Na antiguidade, eram usadas em rituais e celebrações. 

Hoje em dia existem rosas nas mais diversas cores e em todos os países do mundo! 

Aqui fica a foto deste presépio que faz parte da minha coleção! 




Presépio casca de noz da macadâmia - Itália

 “As nozes são saborosas, porém antes de poder saboreá-las, é preciso dar-se ao trabalho de romper-lhes as cascas.”

(Jean Pierre Claris de Florian)

Os povos aborígenes australianos já consumiam e valorizavam a noz da macadâmia, muito antes da chegada dos europeus, chamando-a de nomes como "Kindal Kindal" ou "Bauple nut".

O seu nome é uma homenagem ao cientista escocês John Macadam.

Na cultura do Hawai, a macadâmia é vista como um símbolo de prosperidade e abundância.

Até o cantor Eminem se refere a este delicioso fruto: "Nuts they go, macadamia they go so ballistic, whoa".

A macadâmia oferece benefícios como proteção cardiovascular, ação antioxidante, melhora a saciedade e fortalece a pele e o cabelo. 

Aqui fica a foto do presépio que usa a casca deste fruto e faz parte da minha coleção! 





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Presépio feito em alabastro - Toscânia - Itália

 "O precioso vaso de alabastro que se deve quebrar aos Pés Sagrados é o próprio coração... e o conteúdo só se torna perfume quando é quebrado." 

 C.S. Lewis (Goodreads)

O alabastro é uma rocha calcária originada da sedimentação de grandes quantidades de sulfato de cálcio na água do mar. Esses depósitos acumularam-se há 60 milhões de anos em áreas afetadas por fenômenos vulcânicos. Nas entranhas ao redor de Volterra, o sulfato de cálcio cristalizou-se sem ser afetado pela infiltração de água que causa os veios e sombreamento visíveis em outros tipos de alabastro.

Já no século VIII a.C., os etruscos souberam aproveitar a beleza dessa pedra transparente, embelezada pela ação da própria natureza. Juntamente com os egípcios, foram os primeiros a perceber que, trabalhando o alabastro, podiam criar decorações refinadas para adornar monumentos funerários.

No século XVI, os artistas de Volterra esculpiram candelabros, pias de água benta e colunas para as igrejas da cidade com alabastro branco extraindo-o manualmente de depósitos profundos. No final do século XVIII, o trabalho com alabastro aumentou, o número de oficinas multiplicou-se e os comerciantes como Viti e Tangassi, após longas viagens ao estrangeiro, obtiveram importantes encomendas.

As pedreiras mais importantes ficavam em Venelle, perto de Castellina Marittima. Elas possuíam túneis e galerias que se estendiam por mais de 40 km, descritos com precisão em um mapa que hoje se encontra em Florença. Os túneis tinham cerca de dois metros de altura e a mesma largura. Alguns atingiam uma profundidade de até cem metros. Eram iluminados com gás acetileno obtido a partir de carbureto, enquanto que, no passado, eram utilizadas lâmpadas de óleo tradicionais.

A memória da antiga tradição do alabastro é preservada no Ecomuseu do Alabastro, uma exposição localizada entre Volterra, Castellina Marittima e Santa Luce.

Este presépio foi comprado na Toscânia e faz parte da minha coleção!