(Mia Couto)
Para acalentar os seus filhos durante as terríveis viagens a bordo
dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos
entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a
partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam
como amuleto de protecção!
Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas.
As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como
Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores
etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin,
Togo e Costa do Marfim.
Aqui fica a foto de um presépio usando esta preciosa técnica
africana!

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