De volume prateado,
Severa e suas linhas,
Em seu torcido coração terrestre:
As graciosas azeitonas (…)
A cápsula perfeita da oliva
Preenchendo com suas constelações as folhagens,
Mais tarde as vasilhas, o milagre,
O Azeite.”
(Pablo Neruda)
Hoje em dia as velas são usadas para as nossas orações ou para decoração, mas na antiguidade foi a principal fonte de energia...
Pinturas encontradas em cavernas, cerca de 50.000 anos a.C., mostram que naquela altura a luz era fornecida por recipientes com gordura animal no estado líquido, nos quais se usavam fibras de plantas que funcionavam como pavio.
As primeiras referências às velas datam do séc. X a.C. e vêm referidas nos textos Bíblicos. Essas velas eram feitas de juncos besuntados com sebo.
Descobertas arqueológicas encontraram no Egipto e na Grécia velas com formato de bastão. Para os gregos as velas simbolizavam o luar e constatou-se que na Grécia as velas eram usadas ao 6º dia de cada mês como adoração a Artemisa, a deusa grega da caça.
Pela Idade Média as velas iluminavam igrejas e mosteiros. Nessa época o clero aconselhava o uso de velas brancas para afugentar as bruxas e os agricultores utilizavam as velas sagradas para proteger os seus rebanhos.
Este presépio está dentro de uma vela e é feito em madeira de oliveira. Tem um cheirinho fantástico.

Sem comentários:
Enviar um comentário