“O que Sevilha te dá, ninguém tira de ti.” (Juan Peña)
A partir da
segunda metade do século XIX várias feiras de agricultura tiveram lugar ao
redor da cidade de Sevilha, com diversas mulheres de agricultores ciganos a
participarem nelas e trajando vestidos feitos à mão a partir de velhos pedaços
de roupa velha. Habitualmente adornavam-se estes vestidos com vários folhos de
forma a transformar os tecidos pobres em conjuntos mais belos e esteticamente
agradáveis. Foi durante a exposição Ibero-Americana de Sevilha em 1929 que
alguns membros e representantes da alta sociedade decidiram aparecer envergando
o Traje de Sevilhana, oferecendo-lhe pela primeira vez o reconhecimento público
e oficial.
Desde aquele tempo, a popularidade do vestido começou a
espalhar-se além das fronteiras da região, acabando por se tornar num dos
elementos verdadeiramente distintivos da cultura andaluza. Apesar de a
popularidade dos vestidos de flamenco terem impulsionado a industria da manufatura,
um substância número de clientes ainda prefere fazer os seus vestidos à mão.
Leva cerca de 3 a 4 dias para fazer um vestido à mão e pode custar 1000 euros!
o “mantón de manila”(um xaile de franjas que adquiriu o seu
nome do Porto de Manila. Ele é feito de cetim ou seda e bordado com flores e
pássaros), a peineta (uma complexa ornamentação que se usa no cabelo, com
motivos clássicos), sapatos (sempre de salto alto), brincos (o estilo redondo é
o mais popular), pregadeiras, braceletes e colares.
Este dedal faz a bonita homenagem e Sevilha!

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