"Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."
(Denis Diderot)
Os primeiros alfinetes de roupa datam do século XIV a.C e eram chamados de fibulas.
Mais tarde, Hunt inventou o alfinete de segurança, torcendo um pedaço de arame que o ajudou a pagar uma dívida de 15 dólares que tinha!
Contemporaneamente, os alfinetes continuam a servir a função de fechar e unir os tecidos e de adornar de maneiras alternativas o vestuário e os acessórios. Em épocas anteriores, os alfinetes, fossem de vestuário ou de cabelo, e não obstante a transversalidade e funcionalidade do seu uso, foram desde cedo associados às mulheres, aos seus ofícios, saberes e práticas.
A sua importância para as mulheres, como requisito e como justificativo de rendimentos ou direito a despesas pessoais, reflecte-se na popular expressão “ter dinheiro para os alfinetes” que passou a constar em forma de lei no primeiro Código Civil português (1867), que data do reinado de D. Luís, no 1104.º artigo, nas disposições gerais da secção V “Da convenção dos esposos relativamente a seus bens”: “A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento de seus bens, e dispor dela livremente, com tanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.”
Este alfinete tem o tema do presépio e faz parte da minha coleção!

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